"Não mexe comigo, que eu não ando só. Medo não me alcança. No deserto me acho, faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo. Meus pés recebem bálsamos, unguentos suaves das mãos de Maria. Irmã de Marta e Lázaro, no oásis de Bethânia. Pensou que eu ando só? Atende ao tempo! Não começa, nem termina, é nunca, é sempre. É tempo de reparar na balança de nobre cobre que o rei equilibra. Fulmina o injusto, deixa nua a justiça" (Bethânia, Maria).